HOLEP em Goiânia: como funciona a cirurgia a laser da próstata e quem pode fazer

O HOLEP é a cirurgia a laser que remove o tecido da próstata aumentada por dentro da uretra, sem cortes na barriga. Em Goiânia, é a técnica indicada principalmente para homens com hiperplasia prostática benigna (HPB) sintomática, inclusive quando a próstata é muito grande — situação em que as técnicas endoscópicas tradicionais têm limite.

O que é o HOLEP

HOLEP é a sigla de Holmium Laser Enucleation of the Prostate — enucleação da próstata com laser de hólmio. O aparelho entra pelo canal da urina, e o laser separa (enuclea) o tecido prostático que está obstruindo o fluxo, como se descolasse a parte interna da próstata da sua cápsula. Esse tecido é então fragmentado e aspirado, e o material é enviado para exame anatomopatológico.

A diferença em relação à ressecção transuretral (RTU) clássica é o mecanismo: a RTU raspa o tecido em fatias, enquanto o HOLEP o desprende no plano anatômico correto. Por isso o HOLEP consegue tratar próstatas grandes, que antes exigiriam cirurgia aberta.

Quem tem indicação de HOLEP em Goiânia

A indicação é individual e sai de uma avaliação urológica completa. De forma geral, o HOLEP é considerado quando existe hiperplasia prostática benigna com sintomas que atrapalham a vida do paciente e que não melhoraram com medicação, ou quando já houve complicação da obstrução. Os cenários mais comuns:

  • jato urinário fraco, demora para iniciar a micção, esforço para urinar;
  • vontade urgente de urinar e várias idas ao banheiro durante a noite;
  • sensação de não esvaziar a bexiga por completo;
  • retenção urinária (quando o paciente para de urinar e precisa de sonda);
  • infecções urinárias de repetição, sangramento ou cálculo na bexiga por causa da obstrução;
  • próstatas de grande volume, em que o HOLEP mantém bom resultado.

O HOLEP trata o aumento benigno da próstata. Não é o tratamento do câncer de próstata — são doenças diferentes, que podem coexistir e precisam de investigação própria.

Como é a cirurgia e a recuperação

O procedimento é feito em ambiente hospitalar, com anestesia, e a duração varia conforme o volume da próstata. Não há incisão na pele: todo o acesso é pelo canal da urina.

Internação e sonda

Na maior parte dos casos a internação é curta e o paciente sai com sonda vesical, retirada em poucos dias — o prazo exato depende da evolução de cada um. É comum haver urgência para urinar e um pouco de sangue na urina nas primeiras semanas, que tendem a diminuir progressivamente.

Volta às atividades

Atividades leves geralmente são retomadas rápido; esforço físico, academia e relação sexual têm liberação em consulta de retorno. A orientação padrão inclui boa hidratação, evitar esforço abdominal e comparecer às revisões.

O que esperar do resultado

O objetivo é desobstruir: melhorar o jato, reduzir o esforço para urinar e diminuir as idas ao banheiro à noite. Um efeito esperado e que deve ser conversado antes é a ejaculação retrógrada (o esperma vai para a bexiga em vez de sair), que é frequente após cirurgias desobstrutivas da próstata e não interfere na ereção.

HOLEP, RTU de próstata e cirurgia aberta: o que muda

Não existe “melhor técnica” universal — existe a melhor indicação para aquele paciente, considerando o volume da próstata, os sintomas, as doenças associadas e o uso de anticoagulantes. O que costuma pesar na decisão:

  • Volume da próstata: próstatas muito grandes são o cenário clássico de vantagem do HOLEP.
  • Sangramento: o laser cauteriza enquanto trabalha, o que ajuda no controle do sangramento durante o procedimento.
  • Ausência de corte: ao contrário da prostatectomia aberta, o HOLEP não tem incisão abdominal.
  • Material para exame: o tecido retirado é enviado para análise, o que é importante porque a HPB pode esconder um câncer inicial.

Como é a avaliação antes da cirurgia

Antes de indicar qualquer procedimento, a investigação costuma incluir história e exame físico com toque retal, exame de urina, PSA, ultrassom para estimar o volume prostático e medir o resíduo pós-miccional, além de exames pré-operatórios de rotina. Em casos selecionados, entram estudo urodinâmico e outros exames de imagem. Essa etapa é o que define se o caso é de medicação, de HOLEP ou de outra técnica.

Perguntas frequentes sobre HOLEP em Goiânia

O HOLEP causa impotência?

A cirurgia atua na próstata, não nos mecanismos da ereção. O efeito sexual mais comum é a ejaculação retrógrada. Alterações de ereção devem ser avaliadas caso a caso, porque muitos pacientes já têm fatores de risco prévios, como diabetes e hipertensão.

Preciso ficar internado quantos dias?

Em geral a internação é curta, e a alta depende da evolução do sangramento e da retirada da sonda. O prazo é definido pela equipe conforme cada caso.

A próstata volta a crescer depois do HOLEP?

A enucleação retira o tecido obstrutivo, e o retratamento é pouco frequente. Ainda assim, o acompanhamento urológico permanece necessário, inclusive para o rastreamento do câncer de próstata.

O plano de saúde cobre HOLEP?

O procedimento tem código próprio e a cobertura depende do plano e da documentação enviada. A secretaria do consultório orienta sobre o trâmite com o convênio.

HOLEP trata câncer de próstata?

Não. É tratamento da hiperplasia benigna. Se houver suspeita de câncer, a conduta é outra e envolve exames específicos, como ressonância e biópsia.

Avaliação com urologista em Goiânia

Sintomas urinários não devem ser tratados como “coisa da idade”. Quanto mais cedo a obstrução é avaliada, menor o risco de complicação para a bexiga e para os rins. O Dr. Pedro Junqueira é urologista em Goiânia (CRM-GO 12746 / RQE 9119), doutor pela USP, titular da Sociedade Brasileira de Urologia, com pós-graduação em cirurgia robótica pelo Hospital Israelita Albert Einstein, e atende no Setor Oeste.

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Conteúdo informativo, revisado por Dr. Pedro Junqueira, urologista em Goiânia (CRM-GO 12746 / RQE 9119). Não substitui consulta médica.



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Realiza procedimentos como cirurgia robótica, RTU de próstata, prostatectomia radical robótica, nefrectomia robótica, HOLEP, laser de próstata, postectomia, cirurgia de fimose, vasectomia, cálculos renais, pedras nos rins a laser, instalação de prótese peniana, cauterização de HPV e biópsia de próstata.
 
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